segunda-feira, 18 de junho de 2012

Palácio das Artes - Vip mas nem tanto

Esta acontecendo a temporada da ópera Tosca no Palácio das Artes. Este teatro é tradicional, e lembro-me de frequentá-lo a mais de 30 anos atrás para assistir aos Concertos para a Juventude.

O interior do teatro está bem mais moderno, sem perder certas características da época, sem, no entanto, evitar as conquistas tecnológicas em termos de sonorização e multimímida de acompanhamento como o painel de legendas para espetáculos em língua estrangeira, sonorização em profundidade, regulagem de luzes e outras coisas mais.

Mas as acomodações não incorporaram certos aspectos necessários em consonância como os modernos cinemas dos Shoppings. As cadeiras provocam enorme desconforto por não terem o preenchimento necessário na parte da coluna lombar. Quem tem problemas de coluna, traço característico dos trabalhadores de escritório que passam a maior parte do dia assentados diante de um computador, sofre após a primeira hora.

Cheguei a ver pessoas que levaram almofadas para preencher a folga da coluna lombar, como no caso de motoristas de automóvel que passam muitas horas dirigindo. Um teatro da era da fisiatria, da fisioterapia e da Google deveria ter mais cuidado com o interessado mais diretamente ligado ao seu negócio: o cidadão apreciador das artes. Até no saguão de espera do espetáculo, logo antes do teatro propriamente dito, pessoas de idade precisavam se apoiar, pois não há bancos suficientes para o percentual esperado de anciãos.

Os banheiros

É surpreendente que, desde da época que citei, a mais de 30 anos, os banheiros continuem com a mesma capacidade de atendimento. Eu vi filas quilométricas, onde tive que esperar pelo serviço sanitário. E alguns quadros eletro-hidráulicos estavam abertos, revelando negligência na manutenção. Ora, entre os mantenedores do Palácio das Artes estão Usiminas e Cemig. É um vexame.

E Belo Horizonte quer receber a Copa do Mundo. Vergonha. Continuamos uma cidade de interior pretensiosa e medíocre. Providências rápidas podem ser tomadas, pois temos desde o mobiliário até peças hidráulicas para dar conta do recado.


terça-feira, 15 de maio de 2012

Porta de padaria Pão e Magia - Neurose urbana

Não sei o que tem na cabeça do Belo Horizontino. Saltamos de uma roça para cidade grande, fora das proporções inicialmente imaginadas por um paraense (Aarão Reis). O planejador deveria ser alguém de nossas Gerais.

Na porta da padaria Pão e Magia, no bairro Santo Antônio, rua Paulo Afonso, na maior chuva (ontem 15 de maio), o estacionamento estava cheio, e um indivíduo desclassificado e sem educação ficou com o seu carro virado para entrar, ESPERANDO ALGUÉM SAIR, isto na maior chuva e com a rua estreita experimentando um fluxo de veículos muito grande. O resultado foi uma enorme fila e buzinas gritando em nossos ouvidos.

O que a gente faz com um energúmeno desta espécie ?

Comportamentos obsessivos e neurose

Uma pessoa com cérebro pensa o seguinte:

Se esta padaria está cheia, vou tentar outra. Não vou prejudicar os outros.

Só que os cidadãos de Belo Horizonte estão fazendo para si uma fama de mau educados, insensíveis e egoístas. Para o deficiente social que ficou na porta da garagem, tapando a pista, só aquela padaria existe em sua vida.

Isto demonstra a neurose, não produzida pelo ambiente urbano, mas a expressa, nestas condições, por indivíduos que não tem senso de planejamento e que simplesmente desprezam o outro.

Trânsito e engarrafamentos - Campanha Fique mais em casa

Não estamos mais nos anos 70, em que, mesmo nos filmes americanos, as ruas das cidades e as estradas eram quase que absolutamente vazias.

Meus parentes tinham casa na avenida do Contorno, e eu, com uns 7 ou 8 anos, ficava na janela, contando os carros que passavam. Hoje eu teria que contar os "vazios", ou seja, os momentos em que não tem carro nenhum passando por pelo menos uns 30 segundos. Isto simplesmente não acontece mais.

O apelo comercial

O comércio vive de movimento, e não existem mais os comerciantes que aguardavam os fregueses mais para trocar uma prosa do que para vender propriamente. Então uns espertos inventaram o "consumo por vista". Em que consiste isto ? O consumo por vista consiste em fazer a pessoa sair de casa, preferencialmente de carro, e ir passando em frente aos centros comerciais, para que compre, não porque precisa, mas porque viu algo que o atraiu. É uma forma de apelação.

E como pudemos constatar, deu certo.

Consumo suprindo carências

E o consumo por vista ultrapassou o propósito por si só. Tem vinte anos que os psicólogos aconselham o indivíduo a interagir com o ambiente, saindo de casa, indo ao cinema e ao Shopping, ao invés de mandá-lo para um parque, para uma instituição que ajude pessoas. E a razão disto é que o cinema e o Shopping são "remédios estimulantes de consumo". Cinema implica em gasto com bebidas, pipoca, cachorro quente e uma pizza depois do filme. Com o trânsito do jeito que está, ainda tem o gasto com o taxi.

Recomendam também da pessoa pegar um filme no vídeo e assistí-lo em seu "home theater". Neste ato complexo está implícita a compra da TV, DVD e do "home theater". Isto só significa uma coisa: consumo. Você já recebeu o conselho de lêr quando está chateado, estressado, cansado ? Claro que não. Estes valores são anti-consumo. Um livro ocupa a pessoa por muito tempo. O intuito de nossa sociedade consumista é ocupar a pessoa com várias PEQUENAS coisas, todas relacionadas a consumo

Caminhada e compra do necessário

Quando se sugere a alguém que caminhe, nesta nossa época, subliminarmente existe um conteúdo de estímulo ao consumo. Vai caminhar ? Então tem que ter uma roupa apropriada, boné, tênis (o item mais caro), um cronômetro e a garrafinha toda colorida só para levar água. Tem até o "pedômetro", que conta o número de passos da pessoa. E após a caminhada, nada como uma daquelas "poções" cheias de íons para repor o que eles garantem que você perdeu caminhando.

Veículos

Movidos pelo apelo incessante da geração saúde, os velhos vão caminhar. E como ? Eles vão de carro para as praças, na pior hora: a hora em que estamos saindo para trabalhar e pagar a aposentadoria deles. Resultado: um trânsito amarrado por motoristas sem reflexo e a 40 km por hora ou menos. A solução é esta faixa etária realmente caminhar, e se tiver que sair de carro, que não saia até as 9 horas da manhã e nem depois das 18 horas.

Conclusão

Se não tiver o que fazer na rua, FIQUE EM CASA, ou então, sendo perto, deixa a porcaria do carro na garagem. Não vai inventar de comprar uma torneira no centro da cidade só porque é mais barato, de carro e avacalhar com o trânsito. Uma torneira não paga uns dez estressados que vão passar raiva por causa de um bobo que saiu para comprar uma só besteira.

Vai ler uma revista, jornal ou livro, e deixa a rua livre para aqueles que estão prestando serviço para esta mesma população que já está tranquila.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Mandei meu Oi Velox embora

Somos técnicos em informática e mídias eletrônicas. Também participamos de processos que abordam Relacionamento com Clientes.

Em plena era de ascensão das tecnologias de eletrônica para Internet, somos ainda confrontados com a incompetência das operadoras de Internet e TV a cabo, bem como com as técnicas falidas de mentir para os clientes.

Mas elas estão tentando se corrigir, exceto a Oi. Os atendentes mais malcriados e de mente curta, robôs repetidores de discursos de cartilha "contra o consumidor" são da operadora Oi. E já tentamos falar com seus auditores e ouvidores, mas nada é feito.

Foi só pedir para aumentar a velocidade da nossa Internet de 1 para 2 Mb que tudo foi por água abaixo. Se é reclamação, a ligação passa a saltar por 4 atendentes, todos perguntando de novo "seu nome, seu bairro". O sistema deles desobedece à lei dos SACs (Serviço de Atendimento ao Cliente), pois alegam que não receberam os dados da transferência anterior.

Atendentes "estrangeiros"

Estes SACs estão em Goiás, Recife, Bahia, Rio de Janeiro ou São Paulo, mas nunca em Minas Gerais, ou então os atendentes de Minas Gerais estão mentindo. Um estado gigantesco como Minas Gerais e nossas ligações caem "no estrangeiro". O que a FIEMG tem a dizer quanto a isto ?

ADSL, tecnologia nas mãos erradas

A ANATEL nunca deveria ter dado licença à OI para operar ADSL. Uma mudança de velocidade implica na mudança de quadro (hardware) ao invés de mecanismos que fazem isto por software. Ainda te dizem que se você não pegar logo uma velocidade maior, no futuro pode não ter esta escolha. O que é isso ? Por um acaso o cliente é um trouxa ?

Parece até que não dispomos de "chips" inteligentíssimos capazes de guiar foguetes e levar o homem à Lua. O pior é que somos do ramo da informática, e sempre deixamos isto claro para os atendentes.

A OI ficou 24 dias para TENTAR alterar a velocidade de nosso modem de 1 para 2 Mb. Desistimos e fizemos contrato com a GVT.

Volume baixo

Quando a opção é Cancelar, a ligação é pessima. Eles abaixam o volume, falam depressa e fazem a ligação cair. Isto é um fator para se pedir o cancelamento da concessão de serviços de Internet e TV a Cabo da OI sem sombra de dúvida. É uma desonestidade. O cancelamento teve que ser pedido via ANATEL.

O telemarketing pára de nos importunar

Um reflexo da nossa mudança para a telefonia e Internet GVT foi o fim brusco das ofertas de produtos por telemarketing, ou seja, a OI se aproveitava de nosso número para nos encher a paciência com ofertas.

Consumidor, não faça nada da OI, desde Celular até Internet, passando por TV e telefonia fixa, para evitar dores de cabeça;

Conclusão

Pelos motivos expostos e pelo volume de reclamações que pode ser consultado no www.reclameaqui.com.br, repetimos que a ANATEL deve cancelar as concessões da OI para todos os serviços de tráfego de mídia, para defesa do consumidor e resguardo dos direitos do cidadão.

domingo, 29 de abril de 2012

Pátio Savassi - confusão e incompetência no Cinemark

O cenário da confusão é um feriado do Dia do Trabalhador, este 29 de abril até 1º de maio.

Em um feriado, deveria haver menos gente na cidade de Belo Horizonte, já com seus 2 milhões e 800 mil habitantes. E em um Shopping de pretensa Classe A como é o Pátio Savassi, portanto de público diferenciado,  deveria ter menos clientes.

Mas que nada. No horário de 18:30 até 19:00, ou seja, dos jovens frequentarem os cinemas e locais de diversão, o Shopping estava lotado. E as filas de cinema não estavam diferentes. Mais de 500 pessoas tentavam comprar seus ingressos.

Máquinas quebradas

Além de dois caixas estarem fechados, no horário de pico de cinema de um domingo, dois terminais também estavam com ridículos cartazes de não funcionamento. Ora, estamos falando do Shopping Pátio Savassi ou do Del Rey que é para a classe mais pobre. Lá nós nunca vimos isto acontecer. O atendimento também é muito precário, pois os atendentes são muito mal treinados e se constituem em mão de obra muito rotativa. De semana em semana são novas caras. São mau pagos e trabalham num lugar muito estreito, se comunicando com os clientes por rádio e tendo que ouvir as frases por três vezes, pois o sistema é ruim.

Ar condicionado

Uma das primeiras preocupações de um Shopping é o conforto dos clientes. Pois pasmem, o ar condicionado deste Shopping deve estar funcionando no mínimo. Eu sou extremamente friorento, mas estava sentindo calor nos corredores Shopping, admitindo como única explicação uma economia porca de energia elétrica, primeiro insumo mais importante nas despesas deste tipo de empreendimento.

Meia hora na fila

Após meia hora em uma fila que não andava, o encarregado dos caixas apenas disse que não havia mais vagas nas salas de exibição. Bom, né. Só isso. Eles não se preparam para um feriado nem para o horário de pico, e te falam que não tem sessão disponível. Coisa de Brasil.

Rede Cinemark

Não sabemos se a rede Cinemark trabalha por arrendamento, mas talvez eles não tenham conhecimento deste absurdo, e de que seus lucros estão sendo reduzidos. Empresário quer lucro. Se o Pátio Savassi lhes dá dores de cabeça, eles deveriam tirar suas salas de lá, para não manchar o seu bom nome.

Comida de buteco

Se você sai do cinema sem assistir aquele filme para o qual levou os seus filhos, a opção talvez seja parar em um lugar para comer alguma coisa. Bem, os bares de Belo Horizonte, a cidade dos butecos, não comportam nem a população apontada pelo Censo de 1998 para a nossa cidade. Belo Horizonte não cresceu por falta de visão dos empresários e dos prefeitos amadores, politiqueiros e preguiçosos.

A copa do mundo de 2014

Imaginem o que será de BH na Copa de 2014, 2 anos que são uma espécie de "daqui a pouco". Alguém deveria ir à FIFA e pedir a supressão de BH como sede de um evento para gente competente, e não esta espécie que temos em BH.




sexta-feira, 13 de abril de 2012

Sacolas plásticas

Empresários endinheirados sempre usam o poder econômico para manipular o poder político.

Vejam só se os supermercados que ganham TANTO precisam que o público pague 19 centavos, ou mesmo um centavo por sacolas que se degradam.

Então vem as justificativas absolutamente idiotas de que:

As sacolas pararam de ser jogadas na rua e nas calçadas;
Pagando, a população pára de jogar fora;
O meio ambiente está ameaçado;

Baboseiras e bazófias. Justificativa para a exploração da população. É uma lei tão absurda que não merece comentários. Agora estão querendo dar de graça se a compra exceder o valor de cinco reais. Prá nós, dono de supermercado que tem que ser é preso, pelo seguinte:


  • Anunciam um preço, e quando você chega para comprar o preço não é aquele;
  • Tem lucros de mais de 100 %;
  • Exploram os empregados;
  • Cobram estacionamento;
  • Alguns até falsificam a data de validade;
  • Cobram dos fornecedores o espaço utilizado pela mercadoria de acordo com o local onde é exposto o produto;
  • Colocam produtos que fazem mal às crianças na altura de seus olhos e próximo dos caixas, para induzir consumo.


Sociedade, fique esperta. Não admita exploração.

sábado, 31 de março de 2012

Ameaçados, mendigos viram andarilhos

Devido às infelizes ocorrências de mendigos sendo queimados em Brasília e outras metrópoles, a recomendação dada pelos assistentes sociais (quando os recolhem para tomar banho e fazer uma consulta médica) é que não fiquem em um só ponto.

Este reflexo da sociedade se deve à falta de providências eficazes e da excessiva liberalidade a eles dispensada. Mendigo pode, hoje, decidir se quer ir para o abrigo, e como deve receber a sua aposentadoria (pasmem).

Como dizem os motoristas de taxi, que observam estes zumbis que ambulam e perambulam pelas ruas, SUJEIRA NÃO MATA, pois alguns deles recusam até o banho dado pela Prefeitura e continuam por aí vivos.

Belo Horizonte, a exemplo de outras cidades mineiras, como Uberlândia, Ipatinga e outras, deveria dar um fim a este problema, recolhendo estas criaturas, que são um problema de saúde pública. Se nós, com os nossos impostos, os sustentamos, temos o direito de decidir o que deve ser feito com eles.