domingo, 24 de janeiro de 2010

É mais fácil avisar do que fazer

Como um cidadão que precisa se locomover pela cidade, passo por ruas em que existe um aviso interessante:

"Em dias de chuva, vire à direita. Região propensa a alagamento sob chuva forte."

Este é, mais ou menos, o aviso que a Prefeitura de Belo Horizonte vem colocando nas ruas que se transformam em "bacias de água" quando chove forte. Como engenheiro formado, acho isto um disparate. Nestes locais cabe uma correção da topografia ou estabelecimento de escoadouros e canaletas para retirar o excesso de água. Mas é mais fácil e cômodo colocar estas placas, pois não interessa aos empreiteiros fazer obras em ruas de circulação intensa, em meio ao comércio e ao movimento. Empreiteiro quer obra grande, e como nossos gestores municipais, estaduais e federais comungam dos privilégios que esta casta pode lhes dar, o caminho tomado é o da preferência daqueles.

Mas com a colocação das placas, alguma firma que as confecciona também ganha, e a comissão também existe. Menos dinheiro gasto, economia porca, e o motorista que desvie, se desejar não ter prejuízos. E a prefeitura se safa de possíveis ações judiciais cobrando a sua responsabilidade.

Avisar custa menos do que fazer o certo.

sábado, 9 de janeiro de 2010

Linha Verde - Eu quero é andar

Fizeram a tal da Linha Verde ou Linha Aécio, pois que ela e o Centro Administrativo são mais uns devaneios de alguém que acredita ser o novo JK, e que BH é Brasília. O resultado é prático, a intenção é marketing pessoal e eleitoreiro. Bem, são 10 pistas. Então ocorre de voltarmos de algum lugar e ter que passar por esta Linha. Mas só duas pistas estão liberadas. Um dia quente (ontem, 9/1/2010), e três pistas impedidas, porque o piso estava precisando de reparos, já agora, depois de pouquíssimo tempo de uso.
Perdemos 30 minutos em 2 km apenas, pela falta de planejamento, pelo conluio política/empreiteiras. Depois eles cobram IPVA (absurdo imposto de propriedade) e não conseguimos aproveitar as vias rápidas, porque um dia é conserto disto, no outro é instalação de alguma coisa, no outro é blitz, depois é um acidente. Cada dia é uma desculpa.
Queremos as vias livres, e se houver necessidade de manutenção, que o façam a noite. Pagamos impostos altíssimos.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Preguiça, mendicância e esmolagem

Nem todos os cidadãos são plenamente cônscios dos benefícios e assistencialismo concedidos aos pobres. As favelas, vilas e aglomerados, formados à revelia da vontade dos cidadãos, são plenamente assistidas por postos de saúde, atendimento do SAMU, Vila Viva, Vozes do Morro, quadras de esporte, etc.

Os pobres residentes destes aglomerados tem Bolsa Família, Auxílio Reclusão para os familiares presos, seguro desemprego, assistência social da prefeitura, programas de ONGs, auxílio da Igreja Católica, auxílio dos Centro Espíritas com doação de refeições, cesta básica e sopas, isenção de IPTU e IRPF, etc. Os pobres das metrópoles tem uma gama de assistência invejável.

Mas não satisfeitos com isto, ainda vão pedir esmolas nos cruzamentos, crianças exploradas pelas mães preguiçosas, que ficam sentadas nas calçadas e sarjetas, colhendo os lucros tanto de suas próprias crianças quanto das por ela alugadas, caso não tenham filhos pequenos.

E você, habitante trouxa da metrópole, com pensamentos caridosos na cabeça, cultivados no tempo em que ainda havia honestidade no ser humano, ainda dá esmola pela janela do seu carro, porque fica com dor na consciência, não sei por quê. O imposto que sai do seu bolso sustenta todos os benefícios que enumeramos acima.

Cidadão, deixe de ser um bobo.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Comunidade ou Quartel General da desordem ?

Antigamente tinha o nome de Favela, em homenagem ao morro de mesmo nome, nome próprio, do Rio de Janeiro, onde remanescentes da guarda nacional reinvindicaram seu justo pagamento, entrincheirados em nome do bolso. Depois achou-se melhor dar o nome de Aglomerado, pois é o que realmente é.

Agora o termo cunhado entre os sociólogos, com fins de escrever longas teses, e prever uma sua possível candidatura a vereador, é o de Comunidade. Sim, eles vivem em comum. E sabe que comum é esta ? É a promiscuidade, é o lixo comum, é a criminalidade comum, é a preguiça. Sustentados pelo Bolsa Família, pelo Auxílio Reclusão, pelos postos de saúde que os prefeitos correm a lhes dar, Bolsa Celular, ONGs que lhes alimentam, instruem, etc. E tudo pago pelo nosso imposto: IRRF, ICMS, ISSQN, IPI, taxa de iluminação pública. Quer mais ? Procure na legislação tributária.

A família daquele que vem te assaltar ou matar recebe o Auxílio Reclusão vergonhoso de R$ 600, para que a esposa do vagabundo possa pagar os cigarros e a conta de celular do amásio, amante ou algoz (podem escolher).

As favelas (este é o justo nome) de Belo Horizonte tem que acabar, até por um problema de saúde pública, e definitivo por um problema de segurança pública, e justamente, porque nós trabalhamos e pagamos impostos, e temos direito.

Cuidado para não levar um tombo

Nós conhecemos por Belo Horizonte esta cidade, e queremos andar sossegados admirando a paisagem, as casas da Cidade Jardim, as montanhas, quando andamos pelas avenidas, das quais o trânsito faz parte, e afinal queremos progresso. Mas não levante a cabeça toda hora, senão você vai dar uma topada num ressalto, num buraco, nas irregularidades das calçadas da cidade que vai receber a Copa do Mundo.

Tem calçadas que nos lembram é a roça mal revestida de cimento, vergonha das vergonhas, descaso dos descasos. Uns cascalhos mal jogados a guisa de obras a toque de caixa com prazos irreais para que as empreiteiras recebam logo seu soldo, nem sempre usando material do bom. Do bom só o discurso, as placas de estamos trabalhando e as comissões dos políticos.

Portanto, cuidado ao andar, e se atender ao apelo comercial, compre um bom tênis que não rasgue quando você der uma topada na calçada.

domingo, 29 de novembro de 2009

Falta luz na zona sul

Não se sabe a que se deve, ou a quem se condenaria, pasmem: na zona sul de Belo Horizonte, onde estão bairros como São Bento, Luxemburgo e Vila Paris, e por onde passa a avenida Prudente de Morais, a qualquer sinal de chuva, ouve-se um estalo em algum transformador, e a rede cai, e os blecautes duram, no mínimo, 2 horas.

Esta área é um misto de comercial e residencial, com intenso trânsito, casas (mansões) bonitas, lojas boas, e gente com muito dinheiro. Por que este descaso com a instalação elétrica. Será que no século XXI não existem equipamentos eficientes e confiáveis para evitar este mal ? Ou será que a concessionária dos serviços (CEMIG) não conhece estes equipamentos !?

O problema se repete com perfeição estatística, e encontramos lojas excelentes de Shopping sendo obrigadas a manter o horário de funcionamento a custa da luz de vela. Um absurdo. Órgãos e concessionárias incompetentes. Desrespeito.

sábado, 21 de novembro de 2009

Mendigos

Hoje (Domingo - 21/11/2009) tive notícia de uma briga de mendigos na avenida Prudente de Morais. A uns 20 anos atrás, a permanência destes indivíduos, 95% com problemas mentais, à semelhança de Nova York, ou seja, não é problema de país pobre, e sim de qualquer metrópole, era regulada. A uma determinada hora, parava uma Kombi do lado destes indivíduos, e eles eram convidados a ir para abrigos. Era para não prejudicar a imagem da cidade.

Hoje, eles armam uma barraca na rua, atiram lixo nos carros, etc. Na briga de hoje, eles atiravam lixo nos carros, um no outro, e também para o alto. Dirão vocês: "coitados, são sofredores mentais". Pelo amor de Deus, nós, os cidadãos, vamos deixar ? Se deixarmos, uns dias mais a frente teremos a notícia de que foram queimados por adolescentes, porque o estado se omitiu.

Para piorar, num exagero de estado de direitos individuais, o mendigo pode se recusar a ir para o abrigo. Ora bolas, se o mesmo possui um problema mental, como pode responder por si mesmo, por um direito a ele dado, mas sobre o qual domínio algum tem pela sua falta de razão ????

Sociedade hipócrita, pseudo-defensora de necessitados. É porque custa mais barato deixar o mendigo na rua.